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IMAGEM CORPORATIVA
Um brasão centenário redesenhado para o séc. XXI

O brasão do Conde de Palma, um dos títulos de D. Pedro Paim, herdeiro das terras pertencentes à Herdade do Freixo, foi cedido para utilização figurativa da imagem de marca dos vinhos e para a imagem da sociedade Herdade do Freixo, pela família Vasconcellos e Souza.

Os Condes de Palma usaram o brasão de armas que foi concedido em 1554, por D. João III, a D. Pedro Mascarenhas, 6o Vice-Rei da Índia, irmão do trisavô do

1º Conde de Palma. Segundo Braamcamp Freire, as armas utilizadas pelos Condes de Palma tiveram alguns acrescentos e diferenças, que é o caso do número de memórias e a cor do leão do timbre observada no brasão desenhado por Duarte Vilardebó.

O redesenho do brasão que serve como imagem corporativa da sociedade Herdade do Freixo foi posteriormente realizado pelo estúdio de design 3H, em conjunto com o mestre gravador inglês Christopher Wormell e em consonância com o respeito por uma história familiar centenária, ligada à cultura única da região e da propriedade.

O primeiro desafio, prendeu-se ao facto do brasão anterior não estar preparado para representar a marca Herdade do Freixo de forma transversal, em todas as peças de comunicação. Perdia a elegância quando utilizado em grande escala e a sua aplicação em tamanhos muito pequenos era praticamente inviável. Existiu também a necessidade de alinhar o brasão ao lettering da marca, de forma a manter uma imagem contemporânea, mas ao mesmo tempo sofisticada e versátil, sem nunca perder a sua leitura e expressão. Foram feitas duas versões de alto contraste, para fundos escuros e claros, de forma a manter uma imagem uniforme em qualquer suporte.

Ver Biografia de Christopher Wormell

Christopher Wormell descreve o processo de gravação da ilustração do brasão:

“O brasão que fiz é uma gravura de madeira e a técnica e ferramentas a que recorri, são as mesmas que eram utilizadas no séc. XIX.”

"Em primeiro lugar, fiz um esboço dos leões, escudo e coroa. Uma vez terminados os ajustamentos no desenho, transferi-o para um bloco de madeira, previamente preparado com uma fina camada de tinta cinzenta (a cor cinza permite que o desenho seja visto claramente, ao mesmo tempo que torna as marcas de corte mais nítidas e brilhantes). Fiz então a gravação utilizando uma variedade de ferramentas, cada uma cortando a madeira de forma ligeiramente diferente e criando marcas únicas.

Terminada a gravura, passei para a impressão numa prensa vitoriana Albion, exatamente como uma gravura de madeira teria sido impressa no século XIX, revelando assim uma excelente representação final do brasão."

Acreditamos que existe a capacidade de ser proposto não só um princípio gráfico identitário, mas também um princípio de comunicação que vá para além do linear.

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